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Bernardo Lopes

Criar implica testar, errar e voltar a tentar. No RTP LAB, esse processo faz parte do caminho e é nesse território que o percurso do Bernardo Lopes se cruza de forma natural com a missão do laboratório. Realizador, autor e produtor, Bernardo trabalha a partir da curiosidade e da experimentação, valores que estão na base da sua ligação ao LAB e do seu papel enquanto primeiro embaixador.

Entre realização, produção e experimentação.

O trabalho de Bernardo Lopes nasce da prática. De estar em processo, de testar ideias e de perceber o que funciona enquanto está a acontecer. Realizador, autor e produtor, cruza formatos e papéis com naturalidade, sempre a partir da curiosidade e da vontade de experimentar.

A ligação ao RTP LAB constrói-se ao longo desse percurso. A sua primeira relação estabelece-se em Casa do Cais 2 (2.ª temporada), como produtor executivo, numa série feita por jovens e para jovens, ancorada em contextos contemporâneos muito específicos e numa forma direta de olhar para as relações, os espaços e o tempo em que se vive.

Mais tarde, coassina e realiza Lugar 54, com Francisco Mira Godinho. Uma série que se constrói a partir da diversidade. Cada episódio explora estilos, formatos e narrativas diferentes, abrindo espaço a múltiplas linguagens e pontos de vista. É um projeto onde a experimentação não é exceção, mas método; e onde a série se afirma como um lugar de teste para novas formas de contar histórias e trabalhar com atores.

A partir dessa experiência, produz Três Tristes Tigres, série de José Pimentão, ator com quem já tinha trabalhado em Lugar 54, reforçando uma lógica de colaboração contínua entre pessoas, ideias e projetos.

Neste momento, Bernardo está em pré-produção com Isto Agora Muda Tudo. É em pleno processo, entre decisões, angariação de financiamento e revisões que assume também o papel de primeiro embaixador do RTP LAB. Não como alguém que chegou a um ponto final, mas como alguém que continua a experimentar, a aprender e a criar no mesmo território onde o LAB se move.

 

Em conversa

Para o Bernardo Lopes, o que mais o entusiasma num espaço como o RTP LAB é a possibilidade de testar ideias sem ter de as fechar logo à partida. Trabalhar num contexto onde o erro faz parte do processo muda a relação com o risco e com a forma como se pensa um projeto. Como diz, “interessa-me perceber as coisas num espaço que privilegia a experimentação”.

Essa lógica influencia diretamente a forma como aborda os projetos no contexto do mercado. No LAB, explica, é possível afastar-se da expectativa externa e focar-se na liberdade que o contexto promove. “Ao invés de replicar fórmulas já existentes, tento encontrar novas possibilidades num formato que é desafiante estruturalmente”, sublinha.

A diferença em relação a outros contextos está sobretudo no tempo e no espaço para pensar. O LAB permite experimentar narrativas, testar linguagens e aceitar que um projeto pode evoluir durante o percurso.

Para Bernardo, “não ter liberdade total abre espaço ao risco e ao novo”.

Assumir o papel de primeiro embaixador do RTP LAB surge como uma continuidade natural. Não como um ponto de chegada, mas como a extensão de uma forma de trabalhar que tem vindo a desenvolver na Omaja.

 

Três projetos RTP LAB que o Bernardo destaca

Ao falar do RTP LAB, Bernardo identifica três projetos que ajudam a perceber o tipo de espaço que o LAB é e o que pode ser no futuro.

 

Três Tristes Tigres
Foi um dos projetos que lhe deu mais prazer desenvolver. Pela equipa, pelo elenco, pelo espaço artístico que se gerou e pelo resultado sólido alcançado pelo José Pimentão, que em muito o orgulha. “Um exemplo claro de como é possível viver positivamente um processo sem comprometer o resultado final.”

 

Casa do Cais
“Foi a minha primeira experiência no RTP LAB. É um projeto desenvolvido por um grupo de cinco pessoas de quem gosto muito e de quem guardo memórias para a vida. É também um excelente exemplo de como uma série RTP LAB pode ser uma marco cultural e ter esse alcance.”

 

Lugar 54
“Acredito que esta série demonstra o potencial de possibilidades que a criação de uma série da RTP LAB pode ter. Um espaço, 5 episódios, 5 géneros, 5 histórias diferentes, em que tudo é possível. Foi a minha primeira experiência como realizador em televisão, sendo um projeto pelo qual terei sempre muito carinho.”